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O varejo de loja física, sem loja virtual, acaba de morrer. Adapte-se a essa nova realidade antes que seja tarde

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Por  Rafael Marinho  |  Diretor de Marketing na MDS Franchising Publicado em 19 de maio de 2020 | Atualizado em 20 de junho de 2020

É fato e não há como negar, a pandemia está impondo a todos um novo normal e nas relações de franquia não será diferente. Franqueadoras e franqueadas que se recusarem a aceitar o fato terão sérios problemas.

O varejo de loja física que nos últimos tempos vinha se recuperando, ainda que timidamente, após alguns anos de recessão econômica, viu seu faturamento despencar após a chegada do coronavírus em nosso país.

O impacto econômico causado pelo isolamento social, com restrições de circulação de pessoas e interrupção de funcionamento de shoppings e de lojas de rua, tem levado a previsões bastante pessimistas para a continuidade de operação de muitas lojas físicas, especialmente se consideramos que grande parte dos consumidores aprenderam a utilizar o e-commerce. Sentiram o benefício da comodidade de receber os produtos em casa, bastando alguns cliques.

Um fato triste é que muitas lojas, incluindo unidades franqueadas nunca haviam feito sequer uma venda online antes da pandemia e, quando se viram obrigadas a trabalhar apenas por este canal, encontram-se despreparadas e sem fluxo de caixa.

Possíveis causas da morte de loja física sem loja virtual

O varejo de loja física, sem loja virtual, incluindo aí as unidades franqueadas, vem enfrentando problemas para aumento das vendas e não é de hoje. Apesar de antes da pandemia não fosse notório uma queda geral no faturamento, muitas lojas se queixavam de dificuldades no crescimento do volume de vendas.

Mudanças nos hábitos de consumo, rotinas atribuladas, busca por comodidade e outros fatores têm feito o brasileiro adotar cada vez mais o e-commerce. Pesquisa conduzida pela NeoTrust apontou que em 2019 o e-commerce brasileiro cresceu 22,7%.

Números estes que evidenciam um aumento da participação do e-commerce no faturamento total das redes de franquias com forte presença online, em especial, das que comercializam exclusivamente produtos.

Como você, enquanto franqueado, pode se adaptar para beneficiar, de fato, do crescimento do e-commerce

Nas relações de franquia, em que se tem, na ponta, franqueados de loja física, era comum que estes não tivessem qualquer participação sobre as vendas online realizadas no site da franqueadora. No entanto, com a pandemia, algumas empresas franqueadoras adotaram a política da criação de um código de desconto único para cada franqueado disponibilizar para seus clientes, permitindo à franqueadora rastrear a origem das vendas e, assim, comissionar o franqueado que gerou determinada venda.

Apesar deste tipo de ação ser, de fato, um importante auxílio para os franqueados, o que temos visto são franqueados que reconhecem e valorizam o nobre gesto das franqueadoras que adotaram a prática, mas que a julgam insuficiente para fazer frente aos enormes desafios que virão pela frente.

O e-commerce centralizado, ou seja, concentrado apenas na mão da franqueadora já era um tema recorrente em debates no setor há anos. A principal queixa de alguns franqueados é de que e-commerce tira clientes da unidade franqueada (ponto de venda físico).

Para que você, franqueado, possa se adaptar para se beneficiar, de fato, do crescimento do e-commerce é preciso pensar em tecnologias que não dependam somente de iniciativa da franqueadora e que vão além de aplicativos de mensagens e aplicativos de delivery. Uma destas tecnologias são os marketplaces de nicho como, por exemplo, o FiqueEmCasa.Shop.

Marketplaces são plataformas que permitem que qualquer pessoa ou empresa possa anunciar um produto para vender online de forma simples e rápida, sem taxa de adesão e sem mensalidade.

O FiqueEmCasa.Shop é um marketplace de nicho, criado para atender exclusivamente lojas físicas onde o diferencial é a venda local, para clientes que estejam no mesmo bairro, região ou cidade da loja vendedora. Para quem vende, o marketplace oferece um “oceano mais azul” para se trabalhar, pois vendedores concorrem apenas com lojas da cidade e, para quem compra é a oportunidade de prestigiar o comércio local, através de uma plataforma que oferece a possibilidade de comprar de lojas do bairro, região ou cidade, com recebimento do produto em até 24h após a compra.

Ferramentas como esta permitem com que você, franqueado, inove em sua loja adotando práticas omnichannel (consumidor “no centro” com todos os canais de atendimento integrados) que são sucesso entre as maiores redes varejistas do mundo.

Dentre essas práticas estão a loja híbrida e ship from store que consistem em transformar a sua loja em grande hub de vendas presenciais e online com envio do produto vendido no e-commerce sendo feito a partir da própria loja. Em cidades onde foi decretado lockdown, em virtude da pandemia, é possível pensar também na prática dark store, que é o fechamento temporário completo da loja para drive-thru e qualquer outro tipo de atendimento ao público para atuação exclusiva como um centro de distribuição para vendas online.

Conclusão

A pandemia do COVID-19 deixará no mundo diversas marcas e lições. Em se tratando de varejo a principal delas, sem dúvida, será o fato de que transformação digital será obrigatória para subsistência das empresas de uma forma geral.

A solução para aumento das vendas da sua unidade franqueada não está com o franqueador, nem com os governantes do município, estado ou país. A solução está em suas mãos! Como vimos no artigo, vender online vai muito além dos aplicativos de mensagens e apps de delivery, e pode ser muito mais fácil e barato do que você imagina, basta a atitude e vontade de fazer a diferença!

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Rafael Marinho

Diretor de Marketing na MDS Franchising

Especialista em Marketing e Transformação Digital para o Franchising e Varejo. Estudou Inovação e Empreendedorismo na Stanford University em Palo Alto Califórnia. Nos últimos anos vem se especializando também em CX (Customer Experience), EX (Employee Experience), ROX (Return On Experience) e na aplicação prática do método autoral Growth Retail, uma nova forma de trabalhar o crescimento do varejo omnichannel com base nas melhores práticas, construídas a partir de hipóteses e experimentos.

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