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Varejo e franquias: Como “dar um chega prá lá” no período de sazonalidade pós-copa e pré-eleições

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Por  Luis Henrique Stockler  |  Consultor de Franquias Publicado em 04 de agosto de 2014 | Atualizado em 02 de setembro de 2019

varejo-pos-copaCom a realização do mundial de futebol e o período de eleição, esse não promete ser o ano do varejo, mas também não será de todo ruim. O varejo pós-copa e pré-eleições já começou a sentir reflexo positivo, principalmente, àqueles ligados ao varejo de rua.

Nos dias de jogos da Copa do Mundo, por exemplo, o tempo de permanência dos clientes nos bares teve aumento de até 100% (dados da ABRASEL – Associação Brasileira de Bares e Restaurantes).

As lojas de eletroeletrônicos viram as vendas crescerem em quase 50%, segundo dados da CNC (Confederação Nacional do Comércio).

Outros setores, como o cervejeiro, esportivo e o relacionado à venda de carnes, também colheram bons frutos por conta do mundial realizado no país. Além disso, muitas empresas mantiveram sua margem de lucro e algumas, até, viram seus números crescerem, mesmo que timidamente.

Dessa forma, é possível afirmar que alguns comerciantes, de shopping e de rua, souberam aproveitar o furor do futebol e colocaram em campo algumas promoções ou ações especiais, minimizando até o prejuízo inicialmente previsto para o Dia dos Namorados, também dia da abertura dos jogos. Um outro fator que ajudou a alavancar os números foi a grande presença dos estrangeiros, dispostos a conhecer as cidades-sede e a gastar por aqui.

A partir de agora, o mercado precisa ficar atento aos próximos meses, não só por ser um período pré-eleição, mas porque, em geral, agosto e setembro são meses conhecidos pelo varejo como os de menor movimento e vendas.

Além disso, os brasileiros que tiraram a mão do bolso para gastar durante a Copa, ficarão mais na defensiva nesse período e terão sua atenção desviada pelas campanhas eleitorais que já começaram. Uma alternativa é o varejista tentar assumir um posicionamento ainda mais agressivo, agitar o movimento com liquidações e queima total de estoque.

De maneira mais abrangente, é importante ressaltar que, desde o início do ano, o Banco Central está elevando a taxa de juros. Porém, com as eleições, esse aumento tende a estagnar e os ajustes serão repassados apenas após a posse dos governantes eleitos, no início do ano que vem.

Já os empreendedores que desejam adquirir uma franquia, o conselho é aproveitar esse momento. É na hora que o mercado está em baixa, que se consegue fazer as melhores negociações para o ponto de venda, o mobiliário e o estoque, mas é preciso atenção e muito planejamento de capital.

Desta forma, quando iniciar a operação no primeiro semestre do próximo ano, o novo franqueado já participará ativamente da retomada das vendas, momento em que a economia já terá sofrido os ajustes mais significativos.

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Luis Henrique Stockler

Consultor de Franquias

Graduado em Administração de Empresas pela FGV, especializado em Marketing pela ESPM e MBA’s de Gestão pelo ITA/ESPM. Palestrante credenciado na ABF e, na área acadêmica, ministra aulas de gerenciamento de franquias e marketing na FIA/PROVAR e gerenciamento imobiliário para varejo na FGV-SP.

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