Conflitos entre franqueador e franqueados: tudo que empresários proprietários de redes de franquias devem saber para se preparar

Carlos Ruben PintoPor Carlos Ruben Pinto   |Vender Franquia
Diretor Executivo na MDS Franchising

Publicado em 2 de outubro de 2018  |  Atualizado em 2 de outubro de 2018

conflitos entre franqueador e franqueados Muitos empresários quando pensam em aderir ao sistema de franquias preocupam-se com o surgimento de possíveis conflitos entre franqueador e franqueados.

E a pergunta que costumam fazer é: será que existe alguma fórmula mágica que possa manter um relacionamento sempre harmonioso entre as partes?

Fórmula mágica não, mas os conflitos, quando surgem, podem e devem ser urgentemente trabalhados.

Quando surgem os conflitos entre franqueador e franqueados

De uma maneira geral, podemos dizer que os conflitos entre franqueador e franqueados surgem quando uma parte frusta a outra, ou quando as metas de um diferem das metas do outro.

Uma das principais causas do surgimento de conflitos no Franchising tem sido a falta de transparência no processo de concessão da franquia.

Isto acontece, quando temos de um lado um franqueador, sem o devido preparo, que movido pelo interesse imediato na rápida expansão, faz a seleção de seus franqueados com promessas falsas e fornecimento de dados totalmente irreais.

Do outro lado, um franqueado que por inexperiência, desconhecimento do sistema ou por um alto nível de ansiedade para abrir logo seu negócio, não cumpre todas as etapas de análise e investigação que deve preceder a compra de uma franquia.

Até mesmo franqueadores sérios e competentes podem falhar…

Podemos ter ainda o caso de franqueador sério, competente, mas por falhas no critério de seleção de franqueados, seleciona candidato que não tem o perfil adequado para o seu negócio. Ou, ainda, o candidato não deixa transparecer suas limitações, dificuldades ou deficiências, que vão surgir mais tarde, sob a forma de conflito.

Depois do contrato assinado, um tem que tolerar o outro, e assim vão levando, ora desanimados, ora hostis. Ambos, certamente queriam a mesma coisa, prosperidade para o negócio, porém falharam as duas partes, perdeu-se a confiança mútua, e não há um contrato que segure este “casamento”, com o tempo um lado vai embora, e sabe lá Deus como.

Outros pontos de conflito que podem surgir

outros pontos de conflito que podem surgir
Outros pontos de conflitos entre franqueador e franqueados que podem surgir são: a falta de habilidade para o diálogo; o desconhecimento, pelas partes, dos objetivos e metas da franquia, ou seja a falta de um referencial de crescimento, de um planejamento de médio e longo prazo.

E ainda, o pouco empenho das partes na busca de soluções de problemas vitais para o sistema ou para a organização do negócio.

A falta de produtos exclusivos para a rede; e a fuga dos padrões da franquia, por parte de um ou mais franqueados. A falta de suporte ou supervisão adequada por parte do franqueador, abandonando seus franqueados à própria sorte, assim como a falta de uma definição clara quanto ao território de cada franquia, gera um alto nível de insatisfação de franqueados.

Quando ligar o alerta?

Em qualquer caso, é fundamental estar atento ao menor sinal de insatisfação, para buscar, o quanto antes, o ponto de consenso, e a correção das falhas, quando possível. Caso contrário, sem uma relação de verdadeira parceria, não há como se manter no Franchising.

Contudo, é preciso ficar bem claro, nem todos os conflitos entre franqueador e franqueados são prejudiciais, alguns podem ser até benéficos, vindo a promover desafios, somar esforços e provocar ótimas mudanças. Dentro do Franchising o melhor negócio é saber lidar com emoções, buscar o diálogo e o equilíbrio para garantir um relacionamento feliz.

Como receita de uma união duradoura, equilibrada e benéfica para os dois lados, franqueador e franqueado, fico com as palavras do professor da Universidade de Washington, John Gottman, psicólogo e autor do livro: Casamentos: Por que alguns dão certo, outros não, da Ed. Objetiva: “é preciso ter cinco vezes mais momentos positivos do que negativos juntos para que a união seja estável”.

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