Tudo que um franqueador precisa saber sobre projeto de arquitetura e construção para novas franquias

Eliane AdessePor Eliane Adesse   |Vender Franquia
Proprietária da Adesse Arquitetura

Publicado em 5 de abril de 2018  |  Atualizado em 4 de abril de 2018

projeto de arquitetura para novas franquiasProjeto de arquitetura para novas franquias: afinal, o franqueador deve ou não indicar construtoras para execução do projeto? A resposta para esta, e outras perguntas, você confere agora!

Várias etapas são percorridas desde a decisão inicial pela escolha de ser empresário(a) ao tão esperando momento da inauguração. E na maioria dessas etapas o franqueado não está sozinho.

As franquias tem expertise para assessorar o futuro franqueado desde o primeiro contato passando pelas as áreas de marketing, suprimentos, gestão de pessoas, divulgação, escolha do local, gestão do negócio, finanças, treinamento de operação até o enxoval e montagem de loja.

Diversos são os documentos que garantem legalmente essa parceira franqueador – franqueado. O projeto de arquitetura é um dos documentos que fazem parte desse contrato. É entregue ao franqueado pelo arquiteto(a) contratado(a) pela franqueadora, que conhece o padrão da marca.

Cabe ao arquiteto responsável pelo projeto de arquitetura para a nova franquia aprovar e liberar esse projeto para ser executado, além de produzir e entregar o memorial descritivo da marca. Até aqui tudo certo.

A partir desse momento o franqueado caminha sozinho. Em geral, as franqueadoras, na intenção de evitar constrangimentos com o novo franqueado, se eximem de indicar essa ou aquela empresa Construtora.

O valor das obras, em geral, são na ordem de milhares de reais e o franqueador evita, ao máximo, que o franqueado se sinta sugestionado a contratar uma empresa indicada pela franqueadora e sentir qualquer sombra de desconfiança nessa contratação.

Dessa forma, cabe ao franqueado selecionar e contratar a empresa que executará fielmente o projeto de arquitetura e que atenderá a todas as exigências do Comite Técnico do Shopping, que variam caso a caso, loja a loja, shopping a shopping.

As lojas de rua, aeroportos, rodoviárias, e as galerias deverão atender as exigências das empresas fiscalizadores do local. Por exemplo: lojas de rua seguir orientação da sub prefeitura de cada bairro/cidade.

E aí surgem diversas perguntas como: qual a expertise do franqueado para selecionar uma empresa sem conhecer o processo para construir ou reformar uma loja em shopping centers ou loja de rua? O que precisa que as empresas incluam em seu escopo? O que precisa que as empresas garantam para perfeito funcionamento da loja considerando que essa loja deverá funcionar corretamente no período mínimo de 5 anos, até a renovação do contrato com o shopping e remodelagem da loja?

Como não conhece esse processo, invariavelmente essa seleção é feita por preço. Durante o andamento da obra os valores extras vão sendo apresentados sob a alegação de que não estavam incluídos ou que não foram previstos.

No final da obra, quando todos os valores forem somados, com certeza ultrapassarão e muito os valores previstos inicialmente. Isso é começar errado, pois todos os cálculos para retorno financeiro precisarão ser refeitos e na maioria das vezes há atrasos na entrega das obras.

Projeto de arquitetura para novas franquias: começando pelo começo

Vamos falar sobre projetos. Quais projetos precisam ser apresentados, além do projeto de arquitetura? Qual documentação para liberar inicio de obra? Qual norma técnica precisa ser atendida? São muitos os questionamento.

É preciso conhecimento específico, e da mesma forma que foram orientados em outras áreas os franqueados precisam de orientação especifica para a construção das lojas. Falando especificamente de lojas em shopping centres, as exigências são muitas.

Para início de obra são necessários projetos complementares aprovados, seguro de obra, documentação da empresa construtora com respectiva ART ou RRT e carta do proprietário apresentando a construtora, conhecida como Carta de Preposto.

São exigidos, além do projeto de arquitetura, os projetos complementares que compreendem Projeto de Elétrica (tomadas, iluminação, lógica e telefonia), Projeto de Climatização, Combate a Incêndio (sprinklers e detecção de fumaça), Estrutura Metálica.

Se a loja for em praça de alimentação serão necessários também os Projetos de Hidráulica (água, esgoto e gás), Exaustão Mecânica, e Combate a Incêndio nas coifas. Em resumo, teremos 14 projetos incluindo o projeto de arquitetura.

Cada uma dessas especialidade requer um projetista, que assume a responsabilidade técnica, apresentando junto com o projeto sua A.R.T. – documento que comprova a Anotação de Responsabilidade Técnica.

Como contratar esses profissionais? Por preço de projeto? Por recomendação da equipe do shopping? Por know-how? Por prática profissional? Todas as respostas acima juntas, exceto preço, que pode ou não ser o mais econômico mas não deve ser determinante.

Para exemplificar: um profissional cobra um projeto elétrico bem “barato”. Por falta de experiência ou know-how o dimensionamento da loja é exagerado e o custo de obra é muito maior. O inverso também acontece: na instalação elétrica é sub- dimensionada e as quedas de energias acontecem com frequência. Ambas as situações terão reflexo negativo no valor de consumo mensal.

O mesmo vale para os projetos de ar condicionado e principalmente para os projetos de exaustão. Dimensionados e identificados corretamente, os equipamentos e dutos, principalmente para as lojas nas praças de alimentação, permitirão economia de espaço na casa de máquinas, facilidade para manutenção mensal e economia na execução além de perfeito funcionamento durante a operação diária da loja.

O ideal é que os projetos complementares sejam contratados independente da equipe de obra. Corretos, projetos de arquitetura e complementares deverão apresentar soluções tecnológicas que, com certeza, trarão economia, agilidade e qualidade a obra, além de apresentar baixo custo de manutenção.

Somente com todos os projetos em mãos é que os orçamentos de obra poderão ser comparados, equiparados e permitindo que processo de seleção da futura empresa construtora seja transparente e seguro, acompanhado de contrato com todas as etapas de obra e materiais especificados, garantindo assim segurança legal para ambos os lados, além de embasar a contratação de profissional que conduzirá a obra com missão defender os interesses do contratado – no caso o franqueado.

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