Saiba como está e para onde vai o franchising no Brasil

Redator MDS FranchisingPor Redator MDS Franchising   |Comprar Franquia
Equipe Editorial MaisFranquia.com

Publicado em 24 de abril de 2015  |  Atualizado em 18 de maio de 2018

franchising-no-brasilFranchising no Brasil: por um lado, escrevemos frequentemente, em nossos artigos, que o mercado está em alta. Por outro, você deve estar acompanhando no noticiário econômico e financeiro que o momento é de cautela.

Como agir frente a estes dois cenários aparentemente contraproducentes? Ou seja, como ter tranquilidade para decidir se é hora de investir numa franquia neste momento de incerteza?

Com o propósito de tranquilizá-lo, este artigo traz algumas informações sobre o cenário atual do franchising no Brasil e também quais os rumos que este segmento deve tomar nos próximos anos. Confira!

Franchising no mundo

Em primeiro lugar, saiba que muito do que você ler neste artigo não vale somente para o Brasil. Embora pareça que tenha atingido o país com força nos últimos meses, na verdade, a crise é mundial e teve sua origem no final da década passada – ainda é aquela iniciada com a falência do banco de investimentos norte-americano Lehman Brothers, em 2008.

Quer um exemplo? Já em 2013, o presidente da International Franchise Association (IFA), Steve Caldeira, alertava para os obstáculos a serem superados como forma de estimular o franchising: necessidade urgente de reforma tributária, da saúde e do trabalho, e acesso facilitado ao crédito para pequenos empreendedores em início de operação. Detalhe: ele estava se referindo ao mercado norte-americano, que traz em média 400 unidades franqueadas por rede – no Brasil, são cerca de 40.

Franchising no Brasil

O franchising no Brasil faturou R$ 163 bilhões no ano passado. O resultado em si foi considerado positivo, mas a desaceleração do segmento preocupou: apesar de 8% maior do que em 2017.

Nos demais índices de evolução do setor, o país vai bem, obrigado: ocupa a sexta posição no ranking mundial de pontos franqueados (atrás de Estados Unidos, China, Japão, Coréia do Sul e Filipinas) e a quarta em redes franqueadoras (perde para China, Estados Unidos e Coréia do Sul).

No primeiro caso, o crescimento foi de 9,6%, e no segundo, 8,8%. Se a geração de empregos caiu em relação a 2016 (6,5% contra 9,4%), poucos setores geraram tantos empregos quanto o franchising em 2017.

Tendências

A tendência é que estas taxas de crescimento se mantenham em 2018, talvez até com números ligeiramente superiores. É consenso também que as microfranquias devam seguir em fase de consolidação. O número de franquias com investimento inicial de até R$ 80 mil cresceu duas vezes no ano passado, e a expectativa é de crescimento ainda mais expressivo em 2018.

Seguindo também o que já ocorre em outros países, como Estados Unidos e Japão, as franquias devem migrar ainda mais para o interior e para pontos comerciais alternativos. Alguns exemplos: a clínica odontológica Ortoplan abriu uma unidade em um colégio no interior do Rio Grande do Sul.

O Rei do Mate, por sua vez, já serve bebidas na balsa que faz a travessia Rio-Niterói. A lista inclui ainda supermercados, estações de metrô e as próprias ruas – vide a onda dos food trucks. Enfim, o objetivo é ir aonde o cliente está.

Em termos de estratégia, o foco deve ser menor no crescimento da rede e maior nos ganhos decorrentes da produtividade. Enfim, fazer mais gastando menos. Dúvida? Depois de registrar queda nos lucros pela primeira vez em 12 anos, até o McDonald’s anunciou que iria desacelerar a abertura de novas unidades e focar na repaginação do seu cardápio como forma de enfrentar a concorrência e a percepção negativa em relação a sua comida do ponto de vista da alimentação saudável.

Intensificar o treinamento dos colaboradores, prestar ainda mais atenção nos indicadores de performance e fazer uso das novas tecnologias disponíveis (e-commerce, telepresença, etc.) são formas de se atingir tal objetivo. E reduzir custos, renegociando com fornecedores, revendo processos, buscando novas competências e abusando da criatividade.

Lembre-se ainda que, com a necessidade de apertar o cinto, o consumidor estará mais exigente. Cobrará produtos e atendimento condizentes com aquilo que estiver gastando. Então, se não for possível conquistar novos clientes, há que se demandar esforço para pelo menos não se perder aquelas já conquistados.

Na comparação com o negócio próprio, o franchising traz vantagens nesse sentido. Como o negócio já está, em teoria, consolidado, é possível direcionar o foco para vendas e marketing. E o franqueador não estará “remando” sozinho. Terá a sua disposição toda uma rede de troca de informações e ideias formada pelo franqueado, pelas demais unidades e por fornecedores e parceiros já constituídos.

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